O
volume liberado para financiamento imobiliário com recursos da poupança no
Brasil aumentou 29% no primeiro semestre deste ano em comparação ao primeiro
semestre de 2019, alcançando R$ 43,4 bilhões. O valor é voltado ao
financiamento da aquisição e construção de imóveis. Os dados foram divulgados
hoje (23) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e
Poupança (Abecip).
As unidades da federação que tiveram as
maiores variações comparando os primeiros semestre de 2019 e 2020 foram
Tocantins, com um aumento de 117%; Acre, com 101%; e, Distrito Federal, com
97%. Já aqueles que tiveram as menores variações foram o Rio de Janeiro, com
queda de 1%; Pará, com aumento de 2%; e Ceará, com aumento de 6%.
“Com a pandemia, com toda essa situação que
estamos vivendo, ainda temos um crescimento”, diz a presidente da Abecip,
Cristiane Portella. “Esse primeiro semestre é um primeiro semestre que foi
maior que o primeiro semestre do ano passado em todas as regiões do país, com a
exceção do Rio”.
Cristiane enfatiza, no entanto, que o
primeiro semestre de 2019 foi menos aquecido que o segundo semestre do ano
passado. A comparação deste ano é, portanto, feita com o período de menos
aquecimento do financiamento imobiliário do ano passado. No segundo semestre de
2019, o valor financiado chegou a R$ 45 bilhões, totalizando R$ 78,7 bilhões no
ano.
A variação no volume financiado observada na
comparação do primeiro semestre de 2019 e de 2020 foi puxada principalmente
pelo valor usado para financiar aquisições de imóveis, que totalizou, no país,
R$ 34,1 bilhões, um aumento de 34% em relação aos R$ 25,5 bilhões usados para
esse fim no mesmo período do ano passado. O financiamento da aquisição de
imóveis usados apresentou um aumento de 56% na comparação entre os semestres,
enquanto o de imóveis novos aumentou 2%.
Já o financiamento usado para a construção de
imóveis nesse período teve um aumento de 12%, passando de R$ 8,2 bilhões no ano
passado para R$ 9,2 bilhões este ano.
Projeções
A expectativa da Abecip é que, neste ano, os
financiamentos cresçam 12% em relação ao ano passado. Essa expectativa, do mês
de julho, aumentou em relação a calculada em junho, quando esperava-se um
crescimento de 7% no ano.
“O que a gente percebeu é as pessoas
estão sim comprando imóveis, seja pelo déficit habitacional, seja pela
conjunção dos valores atrativos dos imóveis, em termos de valorização, mais a
taxa de juros, seja pela questão que muitos já haviam se planejado, já haviam
juntado o valor da entrada e não viram o seu fluxo financeiro tão seriamente
afetado que fizesse desistir disso. O que a gente percebeu em maio e junho é
que o mercado continuou vindo”, diz, Cristiane.
A presidente pondera, no entanto, que antes
da pandemia, no começo deste ano, a projeção de crescimento para 2020 era 32%.
Nos anos anteriores, entre 2018 e 2019, houve um aumento de 37,1% considerados
os financiamentos para construção e aquisição com recursos da poupança. Uma
nova projeção deverá ser divulgada em um mês pela Abecip.

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